Sinopse: Será que um vilão pode se recuperar? Gilly não se considerava exatamente uma garota má... Porém, quando se tem cinco irmãos e irmãs mais novos, é preciso ser criativo para ajudar nas despesas. Ela é uma ladra muito boa, e disso tem certeza e pode se gabar. Até ser pega. Depois de roubar uma presilha, é sentenciada a passar três meses no Reformatório de Conto de Fadas, nas quais os professores são aqueles antigos vilões que já conhecemos, como o Grande Lobo Mau e a malvada madrasta da Cinderela. Quando, porém ela faz amizade com alguns estudantes como Jax e Kayla, aprende que esse reformatório vai muito além da sua missão heroica. Há uma batalha ganhando forma e Gilly precisa descobrir: os vilões podem realmente mudar? Descubra o lado B dos contos de fadas.

Livro: Escola de Vilões
Série: Escola de Vilões
Volume: #1
Autor: Jen Calonita
Gênero: Fantasia; Young Adult;
Páginas: 192
Editora: Única
Ano de publicação: 2015
Nota:




Eu e a minha paixão eterna por Young Adults! E por gostar muito desse gênero, chega a ser difícil fazer resenhas sobre ele, porque eu gosto muito. Ano passado adquiri o livro “Escola de Vilões” que já fazia parte do catálogo da Editora Única, na qual tinha parceria no ano de lançamento, mas que acabei não solicitando na época. Pois bem, o livro tinha tudo para me agradar e não foi bem isso que aconteceu.

Gilly, a protagonista, não me conquistou. Ela tinha todas as motivações necessárias para ser ladra, porém ela não era nada carismática. Ao contrário dos coadjuvantes que eram incríveis. Entenda que para você entrar no Reformatório Conto de Fadas, você deve ter feito algo de ruim. Então todos ali cometeram algum tipo de crime e precisam ser mudados. Mas Gilly continuava não me agradando.

Tudo o que ela não queria era ir para o reformatório, porque na cabeça dela, não tinha nada de errado roubar coisas perdidas de pessoas ricas. Gilly odeia aquele lugar e tenta fazer de tudo para sair de lá. Porém, nos bastidores é onde tudo acontece. Há uma batalha ganhando forma e todos parecem estar bem por fora disso. Gilly começa a perceber estranhos sinais e acaba comentando com Jax, um dos seus novos amigos.

Gilly demora para fazer amizades e a narração é arrastada, porque você quer saber mais sobre esse universo diferente criado pela autora e o foco continua sendo a motivação de Gilly em sair de lá. Quando as coisas começam a melhorar, a autora acelera a narração e você começa a ficar nervoso, porque faltam poucas páginas para que tudo acabe daquela maneira.

A narrativa foi lenta para mim e demorei para chegar até a metade do livro, porque eu cansei do mimimi da Gilly. Porém, depois disso fluiu tranquilamente. Tirando o fato da autora acelerar depois da página cem para que todos os fatos pudessem acontecer até o final do livro, claro. Os diálogos são engraçados, principalmente quando Jax está por perto. É ele quem dá leveza ao livro e não faz com que você desista de uma vez.

Os cenários são descritos, mas bem superficialmente. O que deixa o leitor querendo saber mais sobre o reformatório conto de fadas. Ele é apenas descrito, nunca explorado. Os personagens são bem rasos, sendo pouco trabalhados e desenvolvidos. Os professores, que são os vilões que conhecemos, também são pouco trabalhados. Queremos saber mais sobre eles e a narrativa fica na superficialidade, não é muito bem desenvolvida.

A revisão está bem boa, não encontrei nenhum tipo de erro na ortografia. A diagramação está sensacional e a editora caprichou muito nos detalhes do livro. Pena que isso não fez com que o livro passasse das estrelas que dei. Fui pesquisar mais sobre a autora e esse livro para descobrir se seria uma série ou não, acabei descobrindo que é sim uma série e espero que a Editora Única lance a continuação e que dessa vez a autora capriche mais nela.


Era um livro que tinha tudo para ser muito bom, pelo menos, mas por falta desse desenvolvimento mais profundo dos personagens, não que os deixasse complexo demais, mas pelo menos mais bem apresentados, seria o ideal. Faltou amadurecer os personagens adultos, não sei explicar. Faltou a magia dos contos de fadas.

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