Sinopse: Amyr Klink lembra de momentos difíceis que passou, para realizar seus planos, e garante que as crises podem nos motivar. Em seu novo livro, “Não Há Tempo A Perder”, o maior navegador do Atlântico Sul evoca sua experiência para demonstrar como os projetos mais complexos podem ser realizados, se você se comprometer a destrinchar cada etapa. E trabalhar duro, ter resiliência. O obstinado homem do mar lembra da infância em Paraty, da adolescência, das vitórias e erros que já cometeu – garantindo que a pressão pode ser um estímulo para sobrevivermos. Este é um livro sobre a escassez, o medo, e a nossa misteriosa capacidade de realizar nossos sonhos.

ISBN: 978-85-8419-046-1
Editora: Foz/Tordesilhas
Autor: Amyr Klink
Páginas: 216
Ano: 2016
Nota:




No mês de novembro recebi um e-mail da Editora Alaúde sobre o novo livro do autor Amyr Klink – tive contato pela primeira com a escrita dele em 2014 – e resenhei aqui para o blog uns anos atrás. Fiquei muito agradecida pela confiança da Editora em me mandar carinhosamente um exemplar para ler e trazer para vocês.

O livro chegou para mim na segunda-feira – 19 de dezembro – e comecei a leitura no mesmo dia, lendo de imediato as cem primeiras páginas. Fiquei encantada novamente pelo jeito que Amyr conta sobre sua experiência não apenas em suas aventuras marítimas, mas sua experiência de vida. Logo eu que tenho uma dificuldade em ler acabei devorando o livro.

O livro tem 216 páginas onde o autor relata suas experiências de vida, também há relatos de pessoas próximas a ele e fotos, muitas fotos, o que torna a leitura mais interativa, rápida e divertida. Traz muitas reflexões que precisei grifar, porque me ajudou a ver uma nova perspectiva do mundo.

“Há situações em que você sabe que não pode desperdiçar tempo algum, não pode deixar para depois, senão vai morrer. Isso acontece em alto mar, onde ninguém pode dormir antes de resolver um problema. Se na hora de comandar um projeto tivéssemos essa certeza, seríamos muito mais competentes. Todos seríamos.”

Já havia lido uma das aventuras do Amyr e sua escrita é rica em detalhes e descrições, mas de um jeito gostoso de ler. Esse livro não poderia ser diferente. Já havia gostado de ler sobre toda a sua pesquisa antes de viajar, mas esse livro mostra outro lado do Amyr. O primeiro contato que eu tive com um dos livros dele, era mais solitário. O Amyr navegador que se comunicava com as pessoas pelo rádio. Nesse novo livro vemos o Amyr como filho, irmão, amigo e capitão.

A leitura desse livro foi extremamente prazerosa e rápida. E engana-se quem pensa que ele ficará preso na minha estante. Não, assim que conclui a leitura, já repassei para o meu pai que assim como eu, devorou o livro. Ele é bem mais chegado em biografias do que eu e vira e mexe me indica uma. Dessa vez, foi minha vez de indicar uma para ele.

Esse livro é uma grande oportunidade de você, leitor, que assim como eu não é muito chegado em biografias, a história de vida de Amyr Klink vale a pena ser lida e relida. Não apenas pela história dele, mas pelas lições e passagens que consegui extrair da biografia dele. A leitura valeu muito a pena.

Obrigada Editora Alaúde/Tordesilhas pela cortesia. Foi bastante proveitosa a leitura. Agradeço pela confiança e pelo carinho em me enviar esse exemplar. 

Sobre o livro:

Mesmo as ideias mais absurdas podem se tornar factíveis – se você se compromete a destrinchar cada pedaço do caminho. Para o navegador, escritor e empresário Amyr Klink, homem que dedica sua vida à prosaica atividade de se deslocar sobre os oceanos, não há tempo a perder. Sorte é algo que a gente constrói, a vida é curta para repetir caminhos. Este é um livro sobre a escassez, o medo e a nossa misteriosa capacidade de realizar, começar e concluir, fazendo o máximo com o mínimo. 

Ele tem um vínculo radical com algumas decisões que toma, mergulha nelas. Lá no fundo sabe que vai se empenhar inteiro, o tempo que for, até fazer. Se tiver que morrer no caminho, paciência, é outro problema. Essa certeza o ajuda bastante. Se tivéssemos a mesma noção do perigo quando empurramos um sonho para depois, poderíamos ser mais competentes no exercício de colocar projetos em prática, como esse obstinado homem do mar.

Em mais de 250 mil milhas rodadas, ele enfrentou calmarias tão assustadoras quanto ondas gigantes, negociou com ventos e tormentas incomuns. Para o mais respeitado navegador do Atlântico Sul, em alto mar ninguém tem o direito de dormir antes de resolver um problema. A pressão pode funcionar como estímulo e tanto faz: com vento a favor ou contra, não há tempo a perder.

Este livro é o relato de um sobrevivente, de alguém como nós, em nossa breve passagem pela Terra, buscando realizar planos com recursos escassos, lutando contra a burocracia, o desconhecimento técnico, a sucessão de crises. Paralisados nos momentos em que tudo parece desmoronar ao redor. Ou nos enganando, felizes e confortáveis diante da TV, vendo a vida passar no Facebook, sem plena consciência do risco.

Uma hora perdida é uma hora perdida. Este livro é o depoimento de um homem que planeja. E faz. Meticuloso, sem traço de arrogância, admite que sente medo, muito medo – e por isso desenha minuciosamente cada viagem, quantifica os problemas, busca soluções simples e inovadoras. Amyr gosta de desafios logísticos mas sabe que nenhum planejamento é perfeito, e pior que naufragar pode ser nunca seguir em frente.
É preciso finalizar e partir.

Sobre o autor:

Filho de pai libanês e mãe sueca, Amyr Klink nasceu em São Paulo, em 25 de setembro de 1955. Mora no Brasil mas é um cidadão do mundo, sobre o qual pensa com praticidade e beleza. Amyr tem fome de entender como as coisas funcionam. Não consegue achar graça em quem só deseja o carro do ano, a roupa da hora, a casa na praia. É fascinado pela engenharia da necessidade, pela cultura do compromisso e da solidariedade. Formado em Economia pela USP, com pós-graduação em Administração de Empresas pela Universidade Mackenzie, aos 30 anos fez a primeira travessia do Atlântico Sul a remo. Concebeu a rota, e remou sozinho, entre a África e o Brasil, viagem sobre a qual escreveu no livro Cem dias entre céu e mar (Companhia das Letras). É autor de mais seis títulos, como Mar sem fim, publicado em 1998, em que relatou outra viagem até hoje não repetida: a circum-navegação polar pela menor e mais difícil rota marítima do mundo, em 88 dias. Empresário dedicado ao mundo náutico, já fez mais de 40 viagens para a Antártica, apaixonado pelo continente utópico, sem dinheiro ou bandeiras. Amyr constrói suas próprias embarcações, desenvolve soluções flutuantes e opera a Marina do Engenho, em Paraty (RJ), atividade que emprega mais de 600 pessoas na região. Gosta de entender os países, as cidades, como elas nascem e se formam. Não gosta da palavra aventureiro. Pensa grande – se tivesse sonhado médio, talvez nunca desse certo.



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