Sinopse: Navegando ao lado dos peixes, entretendo conversas com gaivotas e tubarões, remando no meio de uma creche de baleias. Cem dias entre céu e mar é o relato de uma travessia absolutamente incomum: mais de 3500 milhas (cerca de 6500 quilômetros) desde o porto de Luderitz, no sul da África, até a praia da Espera, no litoral baiano, a bordo de um minúsculo barco a remo. Verdadeira odisseia moderna, neste livro, Amyr Klink transporta o leitor para a superfície ora cinzenta, ora azulada do Atlântico Sul, tornando-o cúmplice de suas alegrias e seus temores, ao mesmo tempo em que narra, passo a passo, os preparativos, as lutas, os obstáculos e os presságios que cercaram a extraordinária viagem.

ISBN: 978-85-7164-432-8
Editora: Companhia de Bolso
Autor: Amyr Klink
Páginas: 152
Ano: 2011
Nota:




Fiz a primeira leitura desse livro em abril de 2014, recentemente o reli para poder reescrever a resenha. A primeira leitura foi feita através do grupo “Livros Viajantes” do Skoob, naquela época eu não era acostumada a ler biografias e/ou relatos biográficos.
Após ler a biografia de Amyr Klink publicada recentemente pela Editora Alaúde, resolvi reler esse livro para ver se a minha visão sobre o relato biográfico da aventura de Amyr pelos oceanos tinha mudado de alguma forma. Dois anos depois, a releitura foi bem mais prazerosa.

O livro é narrado em primeira pessoa e Amyr descreve toda a sua aventura no Paraty I – seu barco a remo – desde a pesquisa inicial sobre a travessia até a burocracia para ele poder de fato fazer a viagem – foram 6500 quilômetros viajados em um barco a remo. Ele saiu de Luderitz, no sul da África até a praia da Espera, na Bahia.

Meu pai já havia lido esse livro quando foi lançado em 1985 e através dele conheceu Gabriel Garcia Márquez, inspiração para o título do livro. A minha primeira leitura não foi nenhum pouco motivadora, mas dessa vez aproveitei cada detalhe com deleite. Amyr foi muito corajoso para fazer essa travessia que demandou muito trabalho e pesquisa.

Na primeira leitura, eu achei que o Amyr era muito sortudo, mas depois entendi que ele fazia sua própria sorte. Ele ia atrás das pessoas certas para ajudá-lo a resolver situações que ele não conseguiria sozinho. Acompanhamos todos os preparativos para a viagem até os dias no barco. Desde sua alimentação até suas conversas pelo pequeno rádio do barco.

A escrita é envolvente e você nem percebe que está prendendo a respiração. Até encontros com tubarões são narrados pelo autor. Não sei se teria a coragem que Amyr teve para fazer essa travessia. As pessoas ao redor dele não acreditavam que ele seria capaz de conseguir, mas no final, ele prova que todos estavam errados.

É um relato biográfico, totalmente baseado em fatos reais. Se você for com uma expectativa diferente, pode se frustrar. É um livro calmo, apesar da aventura narrada. O livro é curtinho, então você nem percebe as páginas passando. Pode ser um pouco monótono e repetitivo, afinal, foram cem dias navegando. Pode-se imaginar o tédio de alguns dias? Principalmente os chuvosos.


Esse livro é uma grande oportunidade de você, leitor, que assim como eu não é muito chegado em relatos biográficos, a história da aventura de Amyr Klink vale a pena ser lida e relida. A leitura valeu muito a pena.

Deixe um comentário

• Bem vindos!
• Antes de comentar, leia a postagem.
• Estou aberta a críticas, elogios e sugestões. Porém, use o bom senso.
• Não se esqueça de deixar o link do seu blog para que eu retribua a visita.
• Volte sempre!